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segunda-feira, 7 de maio de 2012

CESPE pretende levar os concursos públicos ao Sec. XXI, com provas virtuais.


Para aqueles conservadores creio que a notícia não deve ser muito boa. Até hoje os concursos são prestados quase da mesma forma como eram na época da minha avó. As provas são formadas de questões, em regra de múltipla escolha. O CESPE mudou de forma significativa esse método, mas essencialmente permaneceu como era no século XX: "folha de papel e caneta (em material transparente)". Agora segundo informado em um artigo no sitio do Centro, a ideia é virtualizar as provas, sendo feitas em computadores e você receberá o resultado na hora.



No dia 02/05 o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos


Universidade de Brasília - CESPE, anunciou em seu portal para o próximo semestre a implantação Teste Adaptativo Computadorizado (ou em inglês CAT),  que basicamente é um "algoritmo criado para sequenciar as questões administra o teste conforme as respostas marcadas." Obviamente não vai adiantar olhar para a tela do candidato do lado pois o próprio sistema mistura as respostas de forma aleatória e aumenta ou diminui o nível de acordo com a capacidade do candidato.


“Estamos iniciando uma nova era de aplicação de avaliações, certificações e concursos públicos. Desenvolvemos um sistema mais robusto que pode ser utilizado em larga escala”, afirma Ricardo Carmona, Diretor-Geral do Cespe/UnB.


O Centro aponta como vantagens do sistema:



• Como não há prova em papel, não há custos de transporte e impressão.
• A eliminação do papel também contribui com a conservação do meio ambiente.
• A participação na prova continua a ser presencial, embora seja possível realizá-la em datas diferenciadas, devido à TRI, que assegura a comparabilidade da proficiência dos candidatos.
• O cálculo da proficiência é informado ao candidato após o encerramento da prova, o que reduz o cronograma de divulgação dos resultados.
• A adaptação das questões à proficiência do candidato de acordo com as respostas minimiza as chances de mais de um candidato responder às mesmas questões.
• Normalmente, o participante chega a responder 50% das questões que responderia em um teste convencional para que o CAT finalize o cálculo de sua proficiência, o que também reduz o tempo da prova.


Para fazer um contraponto vou elencar os pontos que considero negativos:




  • A reduz de custos do papel não será suficiente para abarcar os custos de uma aplicação em grande escala, portanto apesar de "ecologicamente mais correto", provavelmente veremos taxas maiores de inscrição;

  • A segurança, é um caso a parte, quem usa a internet (a Caroline Dieckmann, que o diga) sabe que nenhum sistema é absolutamente seguro;

  • Ler durante várias horas na tela do computador é mais cansativo, mesmo que o teste seja menor;

  • Em alguns tipos de provas como a subjetiva, ainda não é possível aplicar o sistema.

  • Vai ficar mais difícil "fiscalizar" as bancas, que vão cobrar da forma como quiserem, sem o risco de serem contestadas.


Sei que o leitor deve ter outras críticas, então comente aqui.


De certa forma, acho inevitável a aplicação de algum tipo de teste utilizando esta tecnologia, vamos acabar nos acostumando e adaptando, pois é a natureza da humanidade. Isso nos diferencia das outras espécies.

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