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terça-feira, 30 de abril de 2013

As 10 melhores técnicas de estudo

A revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns deapostilas-para-concurso aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade. Por incrível que pareça algumas técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos não tiveram boa classificação. No entanto a interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado receberam uma classificação mediana. Por fim as técnicas de teste prático e prática distribuída obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem.



Apesar das técnicas mais tradicionais terem levado "bomba". Foi confirmado que exercícios em grande número, seguidos de uma análise crítica dos erros é extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.


O ranking a seguir foi elaborado do mais para o menos eficiente segundo o estudo realizado pela revista:



Marcador de texto


O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva, uma vez, não demanda nenhum esforço por parte do leitor.



Leitura repetitiva


Releitura de um conteúdo, normalmente, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O que não significa que determinados tipos de leitura (massive rereading) serão mais eficientes que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A técnica funciona melhor se você reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.



 Uso de mnemônicos


Mnemônico é algo relativo à memória; que serve facilitar a memorização. É comum encontrar em apostilas e sites de concursos públicos, principalmente com as primeiras letras ou sílabas, como LIMPE para decorar os princípios da Administração Pública (art. 37º da CF/88). O estudo mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar. Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.



 Mapas mentais


A pesquisa mostrou que o resultado mais efetivos foi em relação a memorização de frases. Quando aplicado a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco eficaz. O inverso, ou seja, a transformação das imagens mentais em desenhos, também não demonstrou aumentar a aprendizagem.



Resumos


Resumir os pontos mais importantes de um texto, é sem dúvida uma técnica muito adotada, inclusive por mim. Foi demonstrado que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir, é melhor que grifar e reler textos. É uma estratégia efetiva, mas para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.



Interrogação elaborativa


A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros. Portanto as perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.serão de extrema relevância durante o estudo.


Por exemplo, ao invés de decorar que Legalidade é apenas o "L" do LIMPE, o estudante deve se perguntar por que, a legalidade foi escolhida como um dos princípios fundamentais da administração pública. Portanto esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.




Auto-explicação


A auto-explicação é uma técnica  que consiste em ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo e demonstrou ser bastante efetiva para aprendizagem de conteúdos mais abstratos.


O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.





O estudo intercalado


É quando alternamos matérias, estudamos intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo concentrado nos estudos.


Já recomendamos esta técnica aqui no blog, no artigo: Dica de como começar a se preparar para concursos públicos, Parte I (antes do edital).



Realizar testes práticos


Os testes práticos são uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.


No caso de estudo para concursos, é importante a realização de provas anteriores, reunião de questões da banca sobre o mesmo tema, ou seja, resolver o máximo de questões possível relativas ao edital.



Prática distribuída


A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco, como logo após o edital ou pouco antes da prova. O tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Outra forma de aplicar a técnica também pode ser aplica distribuindo o estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso.

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