Analytcs

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Reforma na Previdência - onde estamos e para onde vamos?

A reforma na Previdência tem tirado o sono de muitos, principalmente de alguns membros do Congresso Nacional. Numa coisa todos concordam: alguma coisa precisa mudar. Mas o que? E principalmente para quem? Apesar do lema do governo ser alguma coisa como "a mesma Previdência para todos". O que se percebe é uma forte mobilização de alguns grupos, como os policiais, professores, mulheres e até os próprios políticos(obviamente não ficariam de fora). Depois de propor uma série de mudanças drásticas, que todo mundo sabia que não iriam permanecer, Meirelles já admite que a reforma será entre 70% e 80% do original, mas afirma, as "mudanças acabaram", o que tenho dificuldade em acreditar.
Então onde estamos? Felizmente, em um ponto bem diferente em relação a proposta original. Confira:

Idade Minima
Trabalhadores em geral
♂Homem 65 anos
♀Mulher 62 anos
Trabalhadores rurais
60 anos
Tempo de contribuição (minimo)
Trabalhadores em geral
25 anos
Trabalhadores rurais
20 anos
Calculo do valor do benefício
70% da média dos salários                                                 + 1,5 % para cada ano que superar 25 anos
                                                                                            + 2% por ano acima de 30 anos
                                                                                            + 2,5% por ano acima de 35 anos
Benefício de prestação continuada (LOAS)
Vinculado ao salário mínimo Idade 65 anos (subirá para 68 anos a partir de 2020)
Pensões
Vinculado ao salário mínimo Pode acumular aposentadoria e pensão até 2 salários minimos
Servidores
♂Homem 65 anos
♀Mulher 62 anos
Tempo de contribuição é o mesmo da iniciativa privada
Policiais e professores
Idade mínima de 60 anos (há proposta 55 para polícia) Tempo de contribuição é o mesmo da iniciativa privada
Parlamentares
Parlamentar federal: aposentadoria aos 60 anos aumentando um ano de idade a cada dois anos a partir de 2020 até 65 anos para homens e 62 para mulheres, com 35 anos de contribuição, acrescidos de 30 % de pedágio sobre o que falta para atingir tal prazo

Para onde vamos? Acreditem, não me considero otimista, mas acho que o Meirelles ainda vai "morder a língua" e muita coisa ainda vai mudar.

0 comentários :

Postar um comentário